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Livro Somos Azuis, Preto e Branco 2º Edição

Ref. 9788583432494
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Características

Os comerciários liderados por Cândido Dias, que fundaram o Grêmio, e alguns alemães e descendentes de alemães, que fundaram um clube denominado Fussball. Os dois clubes nasceram no mesmo dia, 15 de setembro de 1903. A ideia inicial desses dois clubes era promover encontros internos. Eles não jogavam nem um contra o outro. Os amigos jogavam entre si, como garotos de subúrbio. Não existia campeonato, nem torneio, nem mesmo amistoso. Mais tarde é que o Grêmio e o Fussball decidiram se enfrentar, colocaram uma taça em disputa, e o Grêmio venceu. Mas era uma partida por semestre, imagine. Esse começo mais do que amador, quase casual, talvez fosse suficiente para mostrar que a intenção dos jovens fundadores era apenas recreativa. Jamais um clube, nessas circunstâncias, seria concebido com intenção de ser democrático, antidemocrático ou de alguma forma ideológico. A ideia era bater uma bolinha com os amigos. Como disse no início, fazia apenas quinze anos que a escravidão havia sido abolida. Negros e brancos não participavam de atividades conjuntas simplesmente porque não seria natural que isso ocorresse. A separação entre negros e brancos era encarada com normalidade e até esperada. Quando outros clubes de Porto Alegre foram fundados, entre eles o Inter, essa situação pouco havia mudado. No Inter também não havia negros de forma "oficial". Os negros estavam restritos à sua própria associação, a Liga da Canela Preta. Isso futebolis-ticamente falando. Socialmente, os negros se reuniam no clube Floresta Aurora, enquanto os brancos se encontravam nos bailes do Juvenil e da Sogipa. Era assim que era. O mundo mudou. O Brasil mudou. Porto Alegre mudou também. Em 1939, o Inter, cansado de perder para o Grêmio de Foguinho, Lara e Luiz Carvalho, e em crise financeira, buscou uma saída barata e inteligente para se reforçar: trouxe da Liga da Canela Preta um jovem ponta conhecido como "Tesourinha". Se ele não foi o primeiro negro a jogar na dupla Gre-Nal, foi o primeiro a vir da liga exclusiva dos negros, que, a partir desse fato, acabou se dissolvendo. Na década seguinte, o mesmo Tesourinha foi para o Grêmio, e assim, com esse negro ilustre, escancarou-se a abertura que já havia no clube para pessoas de todas as cores. A partir de então, o Grêmio tornou-se o que é: um clube de massa, uma das maiores torcidas do Brasil e uma das potências futebolísticas do mundo. O Léo Gerchmann, que é tão apaixonado pelo Grêmio quanto pela luta contra todos os preconceitos, conta essa história no livro que você tem nas mãos. Ele desmonta a tese de que o Grêmio foi fundado com base na discriminação, e o faz com documentos e evidências históricas. E com um texto saboroso, porque quem ama o tema sobre o qual escreve só pode escrever bem. E o Léo tem o Grêmio no coração. Um coração azul, branco e, o que é importante não ser nunca esquecido, preto também.



Por: Léo Gerchmann
Numero de Paginas: 136
Referência: 9788583432494


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